Diário da Kristen parte 2 – CAPITULO 14 – Paris, cidade luz.
- E pra onde vamos? – perguntou Tom nos seguindo.
- Fugindo – Rob deu de ombros. Segurava minha mão, nossos dedos entre laçados. Sim, fugindo, não tínhamos permissão para vagar por ai, tínhamos vindo a Paris em trabalho, mas e daí que amanhã ou depois teríamos problema? Eu só me preocupava com o agora e agora queria estar ali, com Robert, o resto que se explodisse.
- Ei Rob? – Chamou Tom atrás de nós. Nós nos viramos automaticamente para olhá-lo, ainda estávamos na frente do hotel. – Sabe se ai tem uma daquelas maquinas de refrigerante? – ele apontava o polegar em direção a entrada do hotel. Robert soltou minha mão e caminhou até Tom, tirou do bolso algumas notas e entregou-lhe.
- Toma Tom, vai lá!
Tom olhou as notas por alguns segundos, depois sorriu e caminhou para entrada do hotel.
- Valeu! – disse ele.
Rob voltou até mim e me puxou pela cintura, nós nos encaramos, a respiração irregular.
- Você é linda Kristen – sussurrou em meu ouvido – Linda e eu te amo.
Era uma noite fria, mas o que eu sentia era calor. Meus braços estavam envolta do seu pescoço, sorte estarmos na rua, ou eu juro por Deus que perderia a cabeça.
Seus lábios roçavam em minha orelha, descendo pelo meu pescoço.
- Que saudades desse seu perfume. – disse.
- Só do perfume? – fingi decepção. Ele me puxou pra mais perto de si.
- Sabe que não… – Seus lábios rapidamente encontraram os meus. As mãos dele percorriam as minhas costas enquanto eu puxava levemente seus cabelos e arranhava sua nuca, eu quase tinha esquecido onde estávamos, mas tive a sensação de estar sendo vigiada. Me afastei automaticamente do Rob.
Ele me olhou sem entender.
- Que foi?
Sacudi a cabeça e sorri como quem se desculpa.
- Tinha esquecido que somos pessoas publicas.. Sem contar que já estamos aqui de pirraça.
Alguém deu um pigarro atrás de mim. Nem precisava olhar para saber. O Tom tomava uma Cherry Coke e nos olhava com malicia. Nós rimos.
- Estava pensando se interrompia o casal ou não… – disse ele escondendo um sorriso. Parecia rir de uma piada particular.
- Vem, é melhor sairmos daqui antes que alguém apareça pra perturbar nossa paz. – ele me puxou pela calçada, começávamos a nós afastar do hotel. Tom nos seguia despreocupadamente. Vez ou outra olhava para trás.
- Ei, acho que fomos fotografados por aquele cara lá. – ele apontou para um homem que estava com uma maquina apoiado em um chevet do outro lado da rua. O carro estava entre umas árvores, o que escurecia um pouco a visão. Ah, não!
- Shit! – disse. Será que eu não tinha direito a um pouquinho só de privacidade? Será que esses malditos tinham de ser como fantasmas espalhados por todas as partes? Eu sei que é ridículo, mas ás vezes tinha medo de abrir o boxe do banheiro e sair um deles até de lá.
Paris era o maximo, nem precisava ir á algum ponto turístico para me maravilhar com a cidades, suas luzes já tornavam a cidade inteira um monumento. Caminhamos pelas ruas de Paris até chegarmos a um bar subterrâneo. Por fora mal se ouvia o barulho do som.
- Construíram esse bar subterrâneo para abafar o som. Foi a única saída que encontraram para abafar o som – comentou o Robert ao meu lado e me perguntei se ele havia pesquisado sobre os bares antes de virmos. Lá dentro era quente e aconchegante, a musica alta e o cheiro de cigarro empreguinavam o ar. O bar não estava extremamente lotado, o que me deixou mais a vontade.
- Aposto que consigo ganhar de você na sinuca. – sussurrou o Rob em meu ouvido, puxando-me delicadamente pela cintura em direção a mesa de sinuca. Eu nunca tinha jogado aquilo antes, mas não ia dar motivos para o Rob tirar vantagem sobre isso, e muito menos para que ele achasse que eu estava dando pra trás.
- Ok, - disse sentando-me a mesa – quais são as regras?
Ele me olhou com um sorriso malicioso. Seu olhar estava convencido, como se tivesse certeza que ganharia de mim. Ele atravessou o curto espaço entre a mesa e os tacos e pegou dois.
- Existem 4 tipos de jogos na sinuca, mas vamos jogar com o mais simples, não quero abusar de você Srtª Pattinson. – Mas uma vez o sorriso malicioso estava ali. Era tão sexy e ao mesmo tempo tão irritante.
- Mata-mata – continuou ele – cada jogador possui 5 bolas da mesma cor, que serão distribuídas de forma que fiquem nas laterais, com essa bola branca – mostrou ele – você deve encaçapar todas as suas bolas, antes que eu faça isso.
Prestei suma atenção em cada palavra que ele dizia. Queria mostrar para ele que eu era capaz. Não iria suportar o Robert tirando sarro de mim o resto do tempo por ter me ganhado. Desci da mesa e peguei um dos tacos em sua mão.
- Deixa comigo! – falei entre dentes. Aquele sorriso convencido já estava me irritando. Ele abriu caminho, ainda sorrindo.
- Primeiro as damas.
Já tinha visto isso em vários filmes nos cenários de Las Vegas, acho que podia fazer, afinal, era só bater o taco na bolinha branca mirando nas minhas. Minha cor era a vermelha e a do Rob azul. Pelo canto dos olhos via o Robert me analisando.
Minha primeira jogada foi um desastre, como eu temia. A bola branca não bateu em nenhuma das minhas. Fechei a cara. Robert se posicionou e logo colocou uma bola azul pra dentre da caçapa. Abri a boca para protestar, mas logo fechei. A vida não é justa mesmo.
Ele sorriu pra mim e fez um gesto com as mãos para que eu continuasse. Tentei mais uma vez, dessa vez, quase tive sorte, mas a maldita bolinha só rodou na caçapa e não entrou.
Eu já havia me esquecido dele quando Tom apareceu fumando um cigarro e segurando um copo com algo que me lembrava whisky.
- Nossa Kris, - disse ele olhando pra mesa – não vai deixar o Rob ganhar essa, vai?
Eu dei de ombros. O Rob ria enquanto acertava mais uma bolinha, agora só restavam 3 para ele ganhar. Eu ainda tava com minhas 5, e nem sabia como ia fazer para ganhar. Já havia dado esse jogo por perdido.
Tudo parecia perdido, mas a salvação estava bem ao meu lado com um copo de whisky nas mãos. Tom me deu umas dicas e contou sobre como ganhar do Rob, ele tinha algumas falhas.
***
Já passava das 2:30 da madrugada, caminhávamos pelas ruas – agora mas frias e mais desertas – de volta ao hotel. Ninguém conseguiria tirar aquele sorriso vitorioso do me rosto. Eu tinha ganhado do Robert na sinuca, claro que o Tom me deu umas dicas – e o Robert estava furioso com ele – mas isso era apenas um detalhe.
- Dorme comigo hoje? – perguntou o Rob enquanto caminhávamos pelo corredor em direção aos quartos, estávamos sós.
Continua…
Gente, quem estiver lendo, da “like” Eu sei que é chato, mas parece que não tem ninguém lendo, ai eu não tenho ânimo pra escrever né D: Mas espero que vocês gostem desse capitulo *-*
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Diário da Kristen parte 2 – CAPITULO 13 – Surpresa em Paris.
Acordei pela manhã bem cedo, tomei um café rápido com o Taylor e a equipe no hotel, viajaríamos para Paris logo. Eu estava super ansiosa, não só porque eu amava Paris, mas porque quem eu amava também estaria lá. Voltei para o quarto para arrumar as ultimas coisinha da minha mala, quando entrei no quarto percebi que o meu celular estava vibrando em cima da cama.
Peguei-o imediatamente, deveria ser o Robert.
Olhei o visor e vi 2 mensagens, do Rob.
Oi anjo.
Como está hoje?
Acordei te amando mais.
Eu quero te prender em uma parede qualquer,
beijar cada centímetro do
seu corpo, depois te abraçar
e nunca mais soltar.
Rob.
Sorri ao terminar de ler. Abri rapidamente o outro sms.
Oi Kris, ansiosa por Paris?
eu sei que tá ¬¬
Nem vai acreditar na surpresa que tenho.
Rob.
Surpresa? Argh. Eu não ia agüentar de curiosidade, mas não tinha tempo pra ligar de volta pra ele e perguntar. Arrumei depressa as roupas espalhadas pelo chão do quarto, coloquei na mala e sai para o aeroporto.
Dizer adeus ao México sem nem ao mesmo conhecê-lo, mas quem sabe algum dia eu volte e veja mais que a paisagem da janela do quarto em que fico hospedada. Peguei na minha mochila o livro A leste do Éden. Sim, eu sei que já tinha li esse livro milhares de vezes, mas eu adorava esse livro, talvez pelo fato dele ter me deixado de queixo caído, não conseguia imaginar como alguém poderia ser TANTAS pessoas. Passei a viajem inteira lendo, o que fez com que a viajem parecesse relativamente curta.
Do aeroporto de Paris fomos levados para o hotel, eu queria perguntar a alguém da equipe pelo Robert, mas mordi minha língua. Reservaram um quarto pra mim no 7º andar e que tinha uma vista perfeita e detalhada de toda Paris. Assim que fique só, peguei me celular e disquei o numero do Robert.
Depois do 5º toque ele atende com uma voz de sono.
- Alô?
- Rob, em que andar te colocaram?
- Kris? – revirei os olhos.
- Não, a Minnie, você sabe onde eu posso encontrar o Mikey?
- Ah Kris! Você já chegou? Me colocaram no 430 do 7º andar, e você?
Ah, pelo menos estávamos no mesmo andar, isso era bom.
- Eu to indo ai. – disse e desliguei antes mesmo que ele pudesse responder.
Caminhei pelo corredor, olhando os números nas portas, me coração estava acelerado e eu sabia o porquê. Encontrei o quarto do Rob e bati na porta, não demorou nem dez segundos para ele abrir a porta e me encarar com meu sorriso perfeito no rosto.
Eu pulei em seus braços e o beijei. Ele nos puxou pra dentro do quarto, fechando a porta com o pé. Não sei como mas estávamos no sofá, tão rápido que eu nem percebi. Meus dedos estavam entrelaçados em seus cabelos, enquanto meus lábios estavam ferozes, sugando os seus.
Sua língua quente encontrando com a minha. Havia pouco, mas nossas respirações estavam ofegantes.
Eu havia esquecido onde estava, até que senti algo puxar a barra da minha calça, em seguida ouvi latidos e um rostinho canino me olhando com a língua pra fora.
- OMG!
- Ah, era pra ser surpresa. – disse o Robert sem jeito.
O cachorrinho balançava o rabinhos e continuava a puxar a barra da minha calça, agachava e corria latindo, como se chamasse pra brincar.
- Kristen, esse é o Bear, nosso filho. – disse o Rob rindo. Em seguida pegou o Bear no colo.
- Ah, Bear! Era pra ser surpresa. – reclamou ele. Bear continuava a sacudir o rabinho e labéu o rosto do Rob.
- Oi Bear. – eu disse fazendo carinho nele. Ele pulou em meu colo e lambeu meu rosto.
Eu ri.
- Parece que ele gostou de você também. – disse o Rob rindo.
- Onde você conseguiu essa fofura?
O Rob passou a mão pelo cabelo e pareceu triste.
- Ah, ele estava em um abrigo, ia ser sacrificado no dia seguinte, então eu vi e pensei: “A Kris talvez fosse gostar”. – ele me olhou, analisando minhas expressões.
- Ta brincando? Eu adorei! - disse beijando o Bear.
Ele me olhava de um jeito que fazia meu coração acelerar. Como podia ele fazer isso, se ao menos me tocar?
- Ah, Kris. Minha mãe quer que você passe o Natal em Londres com a gente. Sabe como é né? Dona Clare quer toda a família unida no Natal, e agora você é parte da família.
- Ah, só se você der a noticia a mamãe comigo. Grr, ela vai ficar maluca por eu não passar mais um Natal em família.
- Vai ser arriscado. – disse o Rob pensativo. Eu ri. – Mas tudo pelo Natal com a família Pattinson.
Ele ficou serio, me encarando.
Percebi que minha respiração ficou desconcertante.
Seu rosto estava próximo do meus, e seus lábios tocaram os meus gentilmente.
O Bear se mexeu em meu colo, e nós dois olhamos, só então percebi que o Bear dormia.
(***)
Abri os olhos com um latido. Eu tava no quarto do Robert e nem tinha percebido que havia dormido após fazermos amor. Eu vestia apenas uma camisa do Rob. O latido vinha do banheiro, olhei ao meu lado, mas o Robert não estava.
Prendi meu cabelo em um rabo de cavalo e fui ver o motivo do Bear estar latindo.
Rob estava sentado no chão do banheiro, dando pro Bear pedaçinho de algo que parecia ser um presunto.
- Me diga que isso é comida pra cachorro. – eu disse.
- Não é porque não tem. – o Rob olhou pro Bear e ele latiu, parecendo pedir mais presunto.
- Rob, você é absurdo.
- Advinha com quem eu estou aprendendo a ser absurdo, kris? – ele sorriu de lado e eu revirei os olhos.
- Ei, Kris?
- Sim?
- Que acha de saímos esta noite?
- Podemos?
- Quem se importa? É um desperdício vir a Paris e não sair ao menos na frente do hotel não acha?
Sim, eu concordava. Cara, era PARIS. Nós nos vestimos rápido e saímos para o frio apaixonante de Paris, Rob trazia o violão dele nas coisas, e não disse o porque.
- Ei Rob, você demorou cara… – disse uma voz muito familiar, - Epá, Oi Kris.
Era o Tom, cara quanto tempo fazia mesmo que nós não nos viamos?
- Hey, Tom! – sorri.
- Ah não, vela não. – eu e o Rob rimos.
Continua…
Gente, quem estiver lendo, da “like” Eu sei que é chato, mas parece que não tem ninguém lendo, ai eu não tenho ânimo pra escrever né D: Mas espero que vocês gostem desse capitulo *-*
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Bem, desculpem-me pela demora nas postagens, estava bem sem tempo, mas sinto que as coisas agora vão andar. Prometo postar mais. Quem acompanha deve lembrar que estou tendo ajuda da linda da EriKa do Vampira-da-picap-vermelha que tem uma Fic Beward, aconselho a lerem. Bem, espero que curtam esse capitulo e boa leitura.
Diário da Kristen parte 2 – CAPITULO 13 – Reconciliação
Rolava de um lado para o outro da cama. Eu não havia pregado o olho aquela noite. Eu tentava me convencer de que o motivo de eu não ter conseguido dormir, era estar em um país totalmente estranho, com fuso horário totalmente confuso. Mas não era verdade, Robert era o problema. Apesar de já fazer algumas horas, a ligação dele na madrugada ainda me perturbava. Ele estava alterado, falando algo sobre minha saída com o Taylor, algo sobre estarmos tendo um caso, não entendi direito e ele também não deu muitas explicações, desligou o telefone antes de eu poder me explicar. Eu tentei retornar sua ligação, mas ele não me atendia.
Revirei os olhos só de pensar na hipótese de eu estar tendo um caso com o Taylor. MEU DEUS! Isso é ridículo! Isso era totalmente ridículo, eu o amava, como ele podia pensar algo assim?
Eu não sabia o que fazer. Mas se ele estava decidido a não acreditar em mim, ótimo, era melhor que nos afastássemos mesmo.
Faltava menos de uma hora para amanhecer o dia e duas horas para minha viajem ao México.
***
Eu e o Taylor estávamos viajando agora em direção ao México, Robert há essa hora deveria estar a caminho do Japão e nós dois estaríamos de lados opostos do planeta, mas eu estava exausta e não queria pensar em certos ingleses, então, fechei os olhos e tentei me desligar do mundo por alguns segundos.
O que pareceu segundos, na verdade foi horas, quando abri meus olhos estávamos pousando no aeroporto do México, o sol começava a nascer tímido no horizonte. Apesar de ter dormido a viajem toda, ainda estava muito cansada. Isso que dá passar a noite em claro por causa de uma ligação, Kristen. – Gritava meu inconsciente. Por sorte não teríamos nenhum compromisso de imediato, então teria tempo para tomar um bom banho quente e descansar.
Tomei um banho e apaguei.
Acordei com o som irritante do meu celular tocando. SHIT! Porque diabos alguém estaria ligando para mim agora? Assim que peguei o celular ele parou de tocar, quando olhei no visor: 38 chamadas, advinha de quem? Meu coração deu uma cambalhota, será que ele estava ligando pra se desculpar pelo comportamento ridículo e infantil?
Respirei fundo e retornei a ligação.
Ele atendeu no primeiro toque.
- Ok Rob, eu espero que você tenh…
- Cadê ele? – Ele me interrompeu. Epa, calma ae, o que estava acontecendo aqui? O Rob me liga trinta e oito vezes seguidas e quando eu retorno ele atende como se eu fosse sua pior inimiga. Sua voz estava fria, tinha um certo tom de raiva e estava um pouco alterado. Fiquei assustada e ao mesmo tempo muito irritada.
- Ele quem? – perguntei no mesmo tom, fria.
- Cadê ele Kristen? Vocês não dormiram juntos? Ele está ai agora, não está?
- Está sendo ridículo Robert! Eu já te falei que foi apenas um jantar. – A atitude do Robert está passando dos limites.
Ele soltou um suspiro pesado.
- Afinal, c-como que você soube que eu sai pra jantar com o Taylor?
- Como eu soube? – ele riu sem humor - Ta na internet Kristen! Em qualquer site de notícias está seu nome estampado junto ao dele e fotos de vocês dois saindo juntos e ABRAÇADOS do restaurante… - Parece que eu podia vê-los passando as mãos pelos cabelos revoltos. ARGH!
- Robert não seja ridículo, eu sai sim pra jantar com o Taylor. Mas isso não quer dizer que estamos tendo um caso. – eu cuspi as palavras pra ele. – A equipe toda estava lá Robert, você conhece esses sites de fofocas, sabe quantas mentiras já inventaram.
Ele suspirou, parecendo pensar no que eu havia dito.
- Me desculpa Kristen. – disse finalmente.
- Você é muito inseguro Rob… – comecei.
- Eu sei, eu sei… – admitiu ele. – Mas isso é porque tenho medo de te perder Kristen… – sua voz era um sussurro baixo que mal pude ouvir.
Fechei os olhos, ainda tentando acalmar minha irritação. Eu fora bombardeada de falsas acusações, mas eu parei pra pensar e cheguei a conclusão de que faria o mesmo no lugar dele.
- Kris? Tenho que ir, tenho uma entrevista. Mais tarde te ligo. Só fica bem, e me desculpa anjo. – e ele desligou.
Fiquei parada, olhando para o celular mudo em minhas mãos.
A verdade é que apesar de tudo, eu sentia sua falta. Queria que ele não tivesse desligado, queria estar com ele.
Deitei em minha cama, ainda tinha algumas horas de descanso. Coloquei meus fones de ouvido e aumentei o volume no maximo. Procurei em minhas pastas alguma música que me ajudasse a dormir, e a primeira que eu acho é ‘’I’ll be you man’’ que o Rob fez para mim enquanto estávamos em Oregon… enquanto eu ainda namorava o Michael, mas já amava tanto o Rob. E então começou a passar uma linha do tempo na minha cabeça, todos os momentos que passei ao lado do Rob –Todas as brigas, todas as risadas, as palhaçadas, os momentos bons. Nossas noites juntos, a primeira vez que o vi, a noite que ele me levou pra clareira, as nossas noites improdutivas, de quando ele me levou para nossa própria casa, nossa bolha. Comecei lembrar-me de nossas inúmeras discussões. Algumas acabam na cama – nós dois entregues ao amor - e outras acabaram nos separando. E depois eu passando os piores momentos da minha vida. Chorando durante dias e noites na minha cama, sentindo falta dele como louca. Me lembrei de quando nós terminamos porque ele havia transado com a Camila – o pensamento me deu um embrulho na barriga. Eu estava chorando, eu me sentia tão idiota por isso, mas eu era humana com sentimentos bagunçados, uma humana frágil apesar de a casca mostrar ao contrário. A verdade é que eu e o Robert fomos feitos para ficar juntos. Apesar de TUDO, éramos inquebráveis.
Não sei exatamente quando peguei no sono.
Acordei com alguém da equipe me lembrando que eu tinha entrevistas.
Aaaaa! Gemi.
Eu e o Taylor fomos levados para uma coletiva de imprensa, evento com os fãs, tarde de autógrafos, fotos, abraços, perguntas indiscretas e etc.
Eu ficava tão sem chão com todas aquelas pessoas, com o Robert por perto tudo era mais fácil. Era fácil sorrir, fácil não ficar tão nervosa no meio de tanta gente… enfim, Robert era meu porto seguro.
Quando tudo acabou, eu nem precisava dizer que estava exausta.
- Hey Kris! – o Taylor veio sorrindo em minha direção.
- Eai Taylor, se divertindo? Visitou muitos lugares do México? – disse brincando.
- Ah, para com isso Kris – ele riu – queria poder ter a chance de conhecer mais do que meu próprio quarto.
- Nem me fale. De que adianta percorrer o mundo todo se não podemos sair por ai?
- Isso é desumano – brincou ele – Alguém tem que reclamar.
- É – nós rimos.
- Então… Quer jantar comigo, no hotel mesmo, ouvi dizer que eles fazem ótimas comidas.
Eu fiquei tensa de imediato.
Lembrei-me de nosso ultimo jantar. O Taylor pareceu perceber minha mudança de humor.
- Que foi? Algo que eu falei?
Dei um sorriso fraco olhando pro chão e sacudindo a cabeça.
- Não, claro que não. É… estranho… Esquece.
- Não. Fala!
- É que saiu na internet nosso ultimo jantar… – baixei a cabeça - E eles meio que disseram que estávamos tendo um caso. O Robert… sabe? Argh… ele ficou louco…
Taylor deu uma gargalhada, jogando a cabeça pra trás.
- Fala serio.
- Pois é. – fiz uma careta.
***
Depois do jantar com Taylor, voltei para meu quarto e liguei pro Rob. Estávamos ansiosos para nos vermos, a próxima viajem a turnê promocional de Lua Nova seria em Paris. Eu estava completamente eufórica.
- Mal posso esperar para chegar a Paris. – disse deslumbrada.
- Ah… Quer dizer que a senhorita está ansiosa para chega a Paris e não pra me ver… – disse ele forçando uma voz triste e decepcionada.
- Não seja bobo Rob, sabe que estou pirando pra te ver… Mas você sabe, Paris mexe comigo.
Ele riu.
- Sim Kristen, Paris é mais importante, entendo.
- AAh Robert, eu queria te bater…
- Eu ia adorar – ele disse em uma voz que fez os pelinhos da minha nuca se eriçarem.
Nós nos falamos até amanhecer o dia. Isso porque o Rob dormiu enquanto falava comigo, eu ri. Podia ouvir seu ressonar baixo. Era verdade, eu jamais amaria ninguém como eu o amava. Eu não conseguia se quer imaginar minha vida sem Rob. Adormeci ouvindo o som de sua respiração do outro lado da linha.
Continua…
Gente, quem estiver lendo, da “like” Eu sei que é chato, mas parece que não tem ninguém lendo, ai eu não tenho ânimo pra escrever né D: Mas espero que vocês gostem desse capitulo *-*
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P.s: Esse capitulo eu tive ajuda da Vampira-da-picap-vermelha
Diário da Kristen parte 2 – CAPITULO – Apenas um jantar.
Assim que chegamos ao aeroporto haviam milhares de fãs gritando e chorando, alguns murmuravam palavras que eu não conseguia compreender, por ser em um idioma que eu não era fluente. Os seguranças disseram que seria melhor ficarmos um tempo na área de desembarque até a multidão diminuir, chegamos a ficar mais de uma hora, porem não havia indícios de que eles iriam embora. Tentamos sair pelos fundos, porem sem sucesso, tivemos que passar pela multidão e tenho que confessar, eu estava bastante assustada, apesar de estar cercada de seguranças.
Demos alguns autógrafos e tiramos algumas fotos com uns fãs, depois disso finalmente conseguimos chegar ao carro da produção que nos esperava e fomos para o hotel. Já passava das 23 horas da noite, eu estava exausta – tanto física, quanto mental. Tomei um banho demorado, tentando esquecer tudo naquele dia. Sai do banho e vesti uma camisa do Rob que eu havia trazido comigo, seu perfume ainda estava ali, fechei os olhos e por um segundo senti como se ele estivesse ali. Quando abri meu olhos, foi doloroso ver que ele não estava. Suspirei e vasculhei em minha mala meu celular, meus dedos discaram rapidamente os números dele.
- Oi Kris. – ele atendeu no primeiro toque, sua voz tinha uma pontada de sono e alivio.
Ouvir sua voz era a melhor coisa que existia.
- Me sinto patética, mas já sinto sua falta… – disse mordendo meu lábio. Antes que ele pudesse responder continuei – Como está?
- Tirando o fato de que a razão da minha vida está no Brasil com outro cara? – ele deu um risinho sarcástico.
- Ah Rob, para! Prometi que não vou jogar cartas com ele, nem nada do tipo… E você sabe que cumpro minhas promessas.
- Eu confio em você… Mas você sabe… Ele… – eu o interrompi.
- Mas nada… – percebendo que “esse” assunto não ia nos levar a lugar nenhum, ele decidiu deixar pra lá.
- Então, como é o Brasil? – perguntou parecendo animado.
- É lindo, - disse caminhando até a grande janela do quarto e olhando a bela vista de São Paulo. – Os fãs são os mais apaixonados que já vi, você precisa ver… Eles fazem qualquer coisa pra tirar uma foto com a gente. Ah, e elas me perguntaram de você – eu ri, lembrando-me de mais cedo no aeroporto.
- Hum… E elas são gatinhas? Acho que preciso dar umas voltinhas no Brasil – ele riu.
- Não se atreva Robert Thomas Pattinson! Faça isso e será um homem morto.
Ele riu, e eu percebi como era bom ouvir o som do seu riso.
- Você acha que eu seria louco o bastante pra te abandonar? Kris… Você é a mulher da minha vida. Nenhuma mulher nesse mundo pode substituir você.
Eu tive que reprimir o “awnnnnn” que eu queria fazer. Quase me derreti. Ao invés disso disse:
- Eu te amo Pattz!
- Também te amo Kristen.
Suspirei olhando a hora.
- Tenho que desligar. Dorme bem…
- Dorme bem srª. Pattinson.
Um sorriso se alargou em meu rosto e eu desliguei. Cai na cama e adormeci. Sonhei com o Rob, mas na manhã seguinte estava muito cansada para lembrar os detalhes. O dia começou com alguns eventos, tá, eu sei, já entendi, eu amo o que eu faço, mas esses eventos sempre me deixam assim, assustada, cansada, nervosa… Tudo bem que o Tay é um grande amigo e tava me ajudando muito. Mas mesmo assim, eu queria o Rob do meu lado, me dando apoio, me abraçando. Fazendo eu me sentir segura…
Quando o dia finalmente chegou ao fim, eu estava deitada na minha cama, tentando dormir um pouco. O dia havia sido exaustivo: entrevistas, fotos, autógrafos, e mais tudo para a divulgação do filme – eu realmente não sabia que o filme fizesse tanto sucesso aqui também. Eu estava quase dormindo quando ouvi alguém bater na porta.
Caminhei preguiçosamente até a porta e a abri.
- Oi Tay, que surpresa. – disse bocejando.
- Oi Ki, - ele sorriu - Você tava dormindo?
- É… eu acho que cochilei um pouco… - sorri.
- Ah, desculpa ter te acordado, - ele ficou sem jeito - vou embora então… Volto outra hora – já estava dando as costas quando eu falei.
- Não Taylor, ta tudo bem. Pode falar o que você queria…
- Então… é que eu tava sem nada pra fazer e vi que você ta muito cansada e parece meio tristinha, ai eu pensei em te chamar pra ir jantar… Topa?
- Ah, sim. – por um segundo pensei no que Rob pensaria disso, mas pra ser sincera eu estava com um pouco de fome, e era só um jantar, o que poderia ter de mal nisso?
Não demorei muito para me vestir, solicitamos um carro e partimos para um restaurante. O restaurante não era muito longe do hotel. Era um lugar calmo e bonito. Mas é claro que a raça de urubus estava lá, eles estavam sempre por todas as partes, os paparazzi’s. O motorista do carro abriu a porta para mim, e o Taylor abriu a sua.Fomos para uma mesa mais no fundo, longe da multidão lá fora. Sentamos na mesa e fizemos nossos pedidos, estava ansiosa para provar a comida brasileira. Ficamos sentados conversando sobre assuntos banais, próximos filmes e etc, Taylor era animado e descontraído. Já tarde, o tempo passou tão depressa que nem tive tempo de perceber, passava das uma da manhã -. Nós saímos do restaurante e lá estavam alguns paparazzi’s.
Eu acabei me distraindo com eles e tropecei em um degrau da escada, o Tay me segurou. E com isso eu só vi inúmeros flash’s pipocando em cima de nós. Ativei meu modo foda-se e mandei todos irem se fuder.
Parte do Robert narrando:
Já era quase de manhã e a Kris não havia ligado, e havia ligado várias vezes para o celular dela, mas só chamava, talvez ela estivesse dormindo. Decidi ligar meu notebook, pra passar o tempo, comecei a pesquisar sobre mim, sobre a Kris, sorri pensando no que ela diria se me visse fazendo isso; “Robert, não acredito que você está olhando isso”, e diria isso com aquele tom de deboche que eu tanto amava. De repente uma noticia me chamou a atenção:
KRISTEN STEWART E TAYLOR LAUTNER DE CASO?
Os astros da Saga Crepúsculo foram vistos juntos saindo de um restaurante…
Não conseguia mais ler uma palavra, de repente eu estava com muita raiva. Em baixo haviam fotos deles juntos, entrando e saindo do restaurante, e umas até abraçados. Então é por isso que ela não me ligou. Ela estava passando a noite com esse filha da mãe. Mas isso não ia ficar assim, não mesmo. Fechei o notebook, peguei o telefone e liguei pra Kristen.
Continua…
Gente, quem estiver lendo, da “like” Eu sei que é chato, mas parece que não tem ninguém lendo, ai eu não tenho ânimo pra escrever né D: Mas espero que vocês gostem desse capitulo *-*
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P.s: Esse capitulo eu tive ajuda da Vampira-da-picap-vermelha
Diário da Kristen parte 2 – CAPITULO 11 – APENAS COMPROMISSOS.
Dormi muito pouco aquela noite, claro que fiquei deitada na cama com a cabeça no peito do Robert, ouvindo cada batida suave de seu coração, fiquei com os olhos fechados e sem mover um músculo se quer do meu corpo, a verdade é que eu tinha medo de que aquilo fosse um sonho e eu acordasse para a realidade desesperadora, deixando o Rob pra trás mais rápido do que eu imaginava. Ele também não dormiu bem, quer dizer, claro que ele cochilou um pouco, mas vez ou outra acordava passando a mão no meu cabelo, e beijando minha testa, ele não percebeu que eu estava acordada, mas mesmo assim sempre sussurrava vários “Eu te amo” em meu ouvido. Dizem que esses são os mais sinceros, aqueles que não são ditos diretamente. Isso fazia meu coração acelerar e imaginar que estar ao seu lado era como estar no paraíso na terra. Quando finalmente consegui dormir, o céu clareou e eu acordei com uma luz fraca entrando pela janela e o Rob tocando I’ll be your man. Limitei-me a ficar observando-o tocar, e retribuir seu sorriso quando ele olhava para mim. Aquele sorriso torto que me deixava sem fôlego. O meu sorriso torto.
Ele parou de tocar, colocou o violão de lado e me chamou para sentar em seu colo.
Levantei-me da cama esfregando os olhos e passando a mão no meu cabelo que devia estar uma bagunça - estava vestida com uma camisa dele - e fui sentar com ele.
Me aninhei em seu colo com fiz uma cara de desanimada, Rob percebeu:
- O que foi Kris?
-Não queria ir para os eventos de divulgação… Não quero ficar longe de você - disse fazendo um biquinho como uma criança de 2 anos.
- Sabe que se você quiser, podemos ficar… – ele tocava a ponta de seus dedos em minha coxa.
- Pra o pessoal da Summit nos caçar até o fim do mundo? Não, melhor não.
Rob sorriu, mas não era um sorriso feliz, era triste.
Senti um nó na garganta.
O abracei forte e tive vontade de nunca mais soltá-lo. Nem sei quanto tempo ficamos assim, até que, a muito custo, me soltei dele:
-É melhor acabarmos logo com tudo isso. – Nos vestimos, tomamos um rápido café da manhã e fomos ao trabalho.
Tínhamos alguns compromissos em Los Angeles antes de ir cada um para um lado. Como era épico acontecer: Eles sempre perguntavam sobre mim e o Rob, e como de costume também, eu sempre ficava nervosa e acabava falando mais do que devia, ás vezes acabava meio que admitindo nosso relacionamento indiretamente, e isso ficava dias ecoando pelos sites de fofocas do mundo inteiro. No programa do Jimmy Kimmel em NY, ele perguntou ao Taylor sobre mim e o Robert, lógico que o pobrezinho Taylor ficou muito constrangido e envergonhado, nem soube ao certo o que responder, enquanto eu e o Robert apenas rimos pra disfarçar. Acabando a entrevista eu fui trocar de roupa no camarim dos estúdios do Jimmy Kimmel, depois disso eu ia pro Brasil com o Taylor. Antes que eu pudesse fechar a porta, o Rob estava parado atrás de mim.
Puxei o ar rapidamente por entre meus dentes.
- Você me assustou.
Um sorriso torto brincava em seus lábios.
- Me desculpe… – começou ele se aproximando de mim, seus olhar se prendeu no meu. Ele segurou meu rosto entre suas mão.
Eu me afastei olhando pros lados.
- Não! Aqui não… Alguém pode nos ver. – eu o puxei para dentro fechando a porta. Ele me encostou na parede, seus lábios buscando os meus ferozmente. Nossas respirações entre cortadas por suspiros e gemidos baixos.
Alguém bateu na porta e nos dois tivemos um sobressalto.
- Kstew? – Ouvi uma voz feminina, revirei os olhos automaticamente, odiava que me chamassem de “Kstew”, era ridículo. – Temos 5 minutos…
- Fica… – sussurrou o Robert em meu ouvido, seu dedo indicador acariciando meu rosto, podia sentir seu hálito quente me fazendo arrepiar. Eu não conseguia pensar em mais nada.
Mordi meu lábio.
- Kstew?
- Já estou indo – falei sem fôlego. Rob ainda me encarava de um jeito que deixava minhas pernas bambas.
- Preciso ir… – sussurrei, mas as palavras pareceram tão erradas, até mesmo pra mim. E com a cara de cachorro abandonado na chuva que o Rob estava fazendo, só foi ainda mais difícil nos despedir.
Ele suspirou e me puxou para o calor de seus braços. Isso era apenas confortável e gostoso, como se eu realmente pertencesse ali.
- Promete que não vai jogar cartas com o Taylor e nem sair com ele pra jantar?
- Ah Robert! – disse em protesto. – Isso é ridículo.
- Ta bom. Saia com ele então…
- Ah não faz birra de garotinho de 5 anos, Rob. Sabe que eu te amo. – eu o abracei forte.
Ele sorriu.
- Ok, mas quando acabar tudo isso, nós passaremos o natal e ano novo juntos. Só eu e você.
- Ok, tudo bem… – Bateram na porta novamente. – grrr
- Já estou com saudades. – ele beijou minha testa, nos despedimos e eu fui levada ao aeroporto.
À medida que o tempo passava eu ia me deprimindo cada vez mais. Olhava pela janela no avião e sem que me desse conta, uma lágrima escorreu pelo meu rosto.
- Não vou chorar, aah vamos Kristen… São só alguns dias, passa rápido. – murmurei pra mim mesma. Coloquei os fones de ouvido e liguei na minha musica favorita: Beside You, mas não a outra versão, era a minha versão favorita, a versão new york sessions, ela sempre ajudava a me animar quando as coisas estavam difíceis. Eu juro que tentei prestar atenção na letra, mas não deu… Eu estava muito inquieta. Olhei os outros acentos do avião, o Taylor estava dormindo sozinho do outro lado. Levantei e caminhei cuidadosamente entre os acentos e me sentei ao lado do Taylor para tentar não ter uma crise de choro e voltar correndo para Los Angeles.
Suspirei.
O Taylor acordou assustado.
- Desculpa… – disse olhando pro chão.
- Ah tudo bem. – disse o ele com o sorriso alargando em seu rosto. – Ah Kris, desculpa por hoje… Quer dizer… não sabia o que falar no programa sobre você e o Robert…
Eu dei um risinho amarelo.
- Relaxa Taylor.
Silêncio.
- Então, qual o lance? – perguntou ele me encarando.
- Sobre o que?
- Você… Parece não estar bem… Quero dizer, eu sei que ás vezes o trabalho é bem exaustivo e tal… – ele gesticulava com as mãos, parecia estar escolhendo as palavras com cuidado.
- Na verdade eu amo o que faço, é como uma válvula de escape pra mim sabe? – ele estava atento a cada palavra que eu dizia, então continuei. – O que é exaustivo é se despedir do… de algumas coisas. – Eu esperava que ele não tivesse percebido que eu quase citei “nomes”, mas se percebeu, ele não comentou nada.
Mais alguns segundos de silêncio.
- Assustada com os fãs brasileiros? Dizem que eles são os mais apaixonados e loucos. – ele se mexeu no acento, parecendo se animar.
- Ah sim, na verdade nada mais me assusta do que malditos paparazzi’s. Sempre que eu me viro tem uma maldita câmera focando em mim, eu encararia os fãs brasileiros com um sorriso no rosto.
- Nem me fale… – concordou ele. O celular do Taylor vibrou e ele pareceu constrangido.
- Reza a lenda que essas coisas são proibidas em aviões. – eu disse em tom de brincadeira.
- Não conto pra ninguém, se você não contar. – ele piscou, olhou rapidamente o celular e colocou de volta no bolso. – É a Swift…
- Serio? – disse rindo, ele parecia tão envergonhado. – Taylor Swift?
- É… Advinha só? Ela morre de ciúmes de você.
Eu ri. Nós conversamos bastante durante toda viagem, o Taylor era sempre muito legal, e mesmo rindo e parecendo feliz, lá no fundo eu sentia uma falta imensa do Robert.
Continua…
Gente, quem estiver lendo, da “like” Eu sei que é chato, mas parece que não tem ninguém lendo, ai eu não tenho ânimo pra escrever né D: Mas espero que vocês gostem desse capitulo *-*
Quem não leu O diário da Kristen parte 1 pode clicar aqui para ler. E quem não leu os primeiros capitulos do Diário da Kristen parte 2 clica aqui.
Aee, capitulo 10 saiu… ufa, me desculpem a demora de posta, tava doente ): Mas enfim, essa pessoa linda aqui > Vampira-da-picap-vermelha ta ficando mais velhinha hoje *—* como ela disse que ama a fic, o capitulo 10 é dedicado pra ela *-* Espero que goste.
Diário da Kristen parte 2 – CAPITULO 10 – COMO NOS VELHOS TEMPOS.
- Bom dia! – disse eu e o Robert juntos nos sentando a mesa no café da manhã. Minha mãe me olhou e sorriu.
- Dormiram bem? – perguntou ela.
- Algo assim… – disse.
- Acho que eu demorei um pouquinho para dormir – disse o Rob pegando torrada e suco de laranja. Eu ri.
- Fala serio Robert, você praticamente entrou em coma. – nós rimos, Rob se inclinou para dar-me um beijo na testa. Meu pai estava tomando uma aspirina, e eu conclui que ele estivesse tendo uma manhã difícil, devia estar com ressaca da noite anterior. O Taylor riu baixinho ao meu lado, e eu sabia exatamente de que ele estava rindo.
- Fuck! – disse mostrando a língua pra ele, como uma criança birrenta.
- Kristen, sem palavrões na mesa. – minha mãe disse me olhando pelo canto dos olhos.
O resto da manhã foi bastante agradável, à tarde eu e o Robert nos sentamos no sofá e nos limitamos a assistir vários clássicos.
Me distraí o máximo, eu estava tentando não pensar muito no trabalho, mas daqui a alguns dias não conseguiríamos escapar das fotos, entrevistas, revistas, gritaria e o pior, a viajem que eu faria sem o Rob. Eu não suportava nem se quer pensar na idéia. E o Rob muito menos, ele não estava nada confortável com a minha viajem com o Taylor. Ele tinha medo. Sempre que tocávamos no assunto discutíamos. Mas eu sabia que o Rob era muito inseguro com relação a tudo, e ele tinha de aceitar, afina, era trabalho.
(…)
Eu estava no sofá de casa, a TV estava ligada em um programa de culinária, como sempre. Mas eu não prestava muito atenção, estava lendo um livro, o Max estava dormindo tranquilamente em meu colo. Já era noite, e eu estava esperando o Rob voltar, ele tinha saído pra caminhar um pouco.
A porta abriu, e eu olhei automaticamente, vi o Rob entrar com algumas sacolas. Ele sorriu e eu retribui seu sorriso.
- Trouxe comida japonesa. – disse ele passando pela porta e a fechando com o pé. Ele colocou as sacolas em cima da grande mesa da sala e se aproximou de mim, mas parou no caminho olhando feio para o Max.
Eu ri.
- Não diga que está com medo do Jella, Rob…
- Esse gato me detesta Kris.
Como que para comprovar o que o Rob havia dito, Jella acordou olhando feio para Rob, ele se espreguiçou e saiu para o quarto com um miado zangado. O Rob sentou ao meu lado, me olhando com aquele sorriso deslumbrante.
- Vem Kris.. – disse ele me puxando. – Quero te levar a um lugar.
- Hein? – eu o encarei sem entender.
Ele apenas sorriu, me puxando pro carro.
Ele dirigiu pelas ruas escuras de Los Angeles, ainda tinha aquele sorriso brincando em seus lábios. Eu me distraia o olhando, ainda sem saber para onde íamos, na verdade isso era o que menos importava. Eu iria com ele para qualquer lugar nesse mundo e rezaria para que as horas se passassem o mais lento possível, já que amanhã a rotina de trabalho começaria, e logo em seguida a viajem. Ele parou o carro e desceu, deu a volta e abriu a porta pra mim. Eu sai do carro olhando em volta. Era um bar.
- Como nos velhos tempos – ele me puxou sussurrando em meu ouvido.
Entramos no bar, eu olhei o familiar ambiente underground a minha volta. Eu já deveria imaginar. O bar estava lotado, caminhamos até encontrar uma mesa vazia. De repente fiquei com medo de ser reconhecida, não seria legar ter nossa “ultima” noite interrompida por paparazzi e tumulto. Uma garçonete aproximou-se. Na luz difusa do lugar eu rezava para que ela não nos conhecesse. Rob pareceu perceber.
- Relaxa Kris, - ele sussurrou em meu ouvido, me fazendo arrepiar.
Ele pediu duas bebidas.
A garçonete aproximou-se colocando as bebidas sobre a mesa.
- Oh Meu Deus!… – disse a garçonete parecendo surpresa. Eu mantinha a cabeça baixa, temendo ser reconhecida. – Robert Pattinson!
Eu ouvi o som da risada do Rob, meio abafada pelo barulho do lugar, ele pareceu sem graça.
- Meu Deus, é incrível! Você é ainda mais lindo pessoalmente – ela continuou a tagarelar. – Você poderia me dar um autografo? Digo… Se não houver problemas, claro.
- Não tem problema nenhum… – ele disse.
Eu coloquei a mão no rosto, mantendo a cabeça baixa, torcendo para que ela fosse embora. Ela agradeceu e finalmente se foi. O Rob me olhou rindo, provavelmente da cara de alivio que eu fiz quando a garçonete saiu.
Antes que Rob pudesse falar qualquer coisa, eu peguei o copo com a bebida e tomei de uma só vez, sentindo-o descer queimando por minha garganta, impossível conter a careta, lógico que o Robert riu.
- Melhor ir com calma Sra. Pattinson. – ele falou roçando seus lábios em meu ouvido, isso despertou todos os meus sentidos, sentido que eu nem imaginei que fosse capaz de ter. Por uma fração se segundos nossos olhares se prenderam. Quando o Rob me olhava daquele jeito sempre me fazia sentir extraordinária. A forma como ele me olhava era única, tão intensa capaz de alterar as batidas do meu coração. Sim, eu o amava, com toda certeza. Eu jamais amaria tanto alguém como eu amava o Robert. E eu sabia que ele sentia o mesmo por mim, era incrível como eu me sentia tão feliz e completa ao lado dele. Eu não precisava mudar nada em mim, ele amava cada pedaçinho meu.
Por um momento eu quase esqueci onde estava e me joguei em seus braços. A vontade era essa, mas me controlei. Ao invés disso, tomei mais uma dose de uma só vez. Desta vez, Rob me acompanhou.
Ele riu, e eu me juntei a ele, acho que a bebida estava começando a fazer efeito. Uma voz no palco me chamou a atenção. Um menina e um menino —provavelmente bêbados, estavam cantando uma musica qualquer.
Eu ri.
- Eu não sabia que aqui também era karaokê. – falei pro Rob. Ele bebeu mais uma dose da bebida, e me olhou com um sorriso malicioso.
- Você acaba de me dar uma grande idéia Sra. Pattinson. – ele levantou segurando minha mão e tentando me puxar em direção ao palco.
- NÃO! Nem se atreva Patzz! – eu disse sentindo o sangue arder em meu rosto.
- Ah… Qual é Kris… só uma músiquinha. – ele fez um biquinho. Eu quase não resisti.
- De jeito nenhum Rob! Não mesmo.
- Ok. Então eu vou subir no palco e gritar pra todos que eu te amo. – eu podia ver por trás do tom de brincadeira que ele falava serio. E era típico de Robert Pattinson. Ele ia adorar gritar pro mundo inteiro que me amava.
- Não faz isso comigo man… – eu choraminguei enquanto era arrastada entre as pessoas até o palco.
Robert ainda ia me matar de vergonha. Ele falou algo com uns caras perto do palco, em alguns segundos já estávamos no palco. Eu podia ver os gritos, aplausos e assobios, e torcia para que todos estivessem bêbados o bastante para não nos reconhecer.
Rob começou a cantar e eu o acompanhei. Não sei como… devo ter errado a letra, e gaguejei bastante. Sim, depois disso fomos reconhecidos, mas conseguimos sair antes do tumulto.
Devia ser umas 2 horas da madrugada quando entramos no carro do Rob de volta para casa. Eu ainda não conseguia acreditar que havia subido no palco com Rob. Eu ri.
- Que foi? – perguntou o Rob.
- Você me faz fazer coisas malucas.
- Isso é bom ou ruim? – ele perguntou com um sorriso torto, mantinha os olhos na estrada.
- Isso eu ainda não descobri. – eu sorri, colocando meus pés na parte da frente do carro. Olhei pela janela, começava a chover, estava bastante frio.
- Ou ou.. – disse Rob com cara de espanto.
- Que foi?
- Esqueci de abastecer o carro, não sei até onde ele vai conseguir chegar.
- Ótimo! Perfeito! – disse ironicamente. Bem, pelo menos já estamos perto de casa, eu esperava que ele conseguisse chegar até lá.
Quase que para nos desafiar, o carro morreu duas ruas antes de chegarmos em casa. Robert riu, eu o encarei.
- É tudo tão divertido pra você?
- Te ver assim me diverte.. – ele saiu do carro e abriu a porta pra mim. Eu sai, emburrada. Robert fez um bico me imitando e eu ri mesmo sem querer, sabe quando você está tentando ignorar alguém, e esse alguém te faz rir? Então… Grrr.
- Vemk. – ele tirou o casaco e colocou envolta do meus ombros. Agora a chuva havia aumentado.
Caminhamos pelas ruas desertas, eu tremia de frio. Estávamos ensopados.
- Que tão apostarmos uma corrida? – perguntou ele se animando.
- Sabe que eu ganho de você. – eu disse entrando no clima.
- Isso é o que veremos – ele correu na frente.
- Robert Pattinson, isso não vale! – eu gritei, mas ele já estava bem na frente.
Corri tentando alcançá-lo, mas ele trapaceou.
Chegamos em casa completamente ensopados, ainda arfando da corrida.
- Eu ganhei, acho que mereço um beijo Kristen… – disse ele fazendo biquinho.
Eu dei um soco em seu ombro e ele se encolheu rindo.
- Isso é malvado de sua parte Kristen.
- Você trapaceou Rob! – ele sorriu, passando a mão pelos cabelos molhados. Depois me olhou dos pés a cabeça.
- Que delicia Sra. Pattinson molhadinha.
Ele riu.
- Oh meu Deus… – eu ri olhando minha blusa quase transparente agora.
Continua…
Gente, quem estiver lendo, da “like” Eu sei que é chato, mas parece que não tem ninguém lendo, ai eu não tenho ânimo pra escrever né D: Mas espero que vocês gostem desse capitulo *-*
Quem não leu O diário da Kristen parte 1 pode clicar aqui para ler. E quem não leu os primeiros capitulos do Diário da Kristen parte 2 clica aqui.
Eu olhava pela janela do taxi com uma lágrima nos olhos. Era uma lágrima de raiva. Tínhamos acabado de sair da reunião da summit, estávamos indo para casa dos meus pais. As palavras da produtora ainda ecoavam em minha mente, como um alarme chato que me lembrava a cada segundo de que as coisas nunca seriam como eu queria. A minha relação com o Robert nunca seria normal.
“Mais trabalho, menos romance, ok? Vocês não estão aqui para desfilarem juntos, estão aqui a trabalho.” – Dissera um dos produtores na reunião aquela tarde. Ele nos informou que apesar de termos algumas entrevistas juntos, viajaríamos separados. Eu e o Taylor, Rob e Chris. Mas o que eu podia fazer? Trabalho é trabalho. Rob estava quieto ao meu lado, eu sabia que essa noticia tinha o afetado tanto quanto a mim. Ele apertou minha mão, me olhou tristonho. Eu o encarei, sacudido a cabeça, uma lágrima de raiva escorrendo pelos meus olhos contra minha vontade.
- Vai ficar tudo bem, Kris… Isso não vai ser pra sempre.
Ele tinha razão. Isso acabaria quando os filmes acabassem, não acabaria? Pelo menos era o que nós esperávamos. Conseguimos chegar à casa dos meus pais a tempo para o jantar. Era bom ver os meus pais de novo, eu me sentia segura, protegida, não que não me sentisse quando estava com Rob, mas é que Rob era tão perfeito, que ás vezes tudo aquilo que vivíamos não parecia ser real. Parecia um apenas sonho duradouro.
Durante o jantar eu e Rob trocávamos vários olhares e sorrisos, nossos pés se tocando por de baixo da mesa, é claro que para quem via a cena de fora, parecíamos dois idiotas. Meus irmãos nos olhavam pelos cantos dos olhos. Acho que ouvi o Cam comentar com minha mãe algo como “Se eles não pararem, eu vomito” e o Taylor rir baixinho. Vez ou outra meu pai resmungava algo como: “Esses jovens de hoje em dia…”, minha mãe sorria e cochichava com ele, lembrando da sua juventude, e então nos contou pela milésima vez como ela e meu pai se conheceram, e como ele a conquistou. No final foi um jantar muito agradável. Minha mãe insistiu tanto para que dormíssemos lá, que acabamos cedendo.
O Rob jogava xadrez e bebia whisky com meu Pai, e eu assistia um jogo de beisebol com meus irmãos, até que cansei e subi para meu quarto. Deitei na cama e fiquei olhando o teto ainda pensando em ter que viajar sem o Rob.
Ouvi batidas na porta.
- Entra!
Era minha mãe. Ela sorria, ainda parada na porta.
- Oi mãe, entra.
Ela entrou no quarto e sentou na cama.
- Cansou de ver os rapazes jogar?
- Algo assim, - sorri deitando a cabeça em seu colo.
- Kris você está estranha… Quero dizer… Parece que tem algo a incomodando.
Como se eu pudesse esconder algo da minha mãe. Ela sempre me dizia que ela me conhecia como a palma de sua mão, porque eu havia saído dela. O fato é que ela me conhecia muito bem, talvez ela me conhecesse melhor até do que eu mesma.
- Problemas com o trabalho… – fiz uma careta.
- Que houve? – ela mexia no meu cabelo.
- Eles não querem que eu e Rob viajem juntos, dizem que querem foco no filme, não no nosso romance.
- E você detesta que se metam na sua vida… eu sei, eu sei. – concluiu ela com um sorrio. Era exatamente aquilo. Eu me limitei a assentir.
- Como tem lhe dado com a fama Kris? Quero dizer, eles estão sempre rondando vocês… sei que isso te irrita.
- Sim… Me irrita muito mãe. Aonde vamos tem sempre paparazzi’s idiotas nos cercando, mil flashes nos cegando… gritos… – eu suspirei. - Eu não esperava que isso acontecesse com esse filme…
Nos ficamos em silêncio. Eu me sentia tão bem com a minha mãe ali. Lá embaixo os meninos gritavam, alguém deveria ter marcado algum ponto. Minha mãe me olhou e revirou os olhos.
- Homens…. – disse ela, nos duas rimos. – Bem, já está ficando tarde… – ela olhou o relógio e se levantou. O Rob apareceu na porta com um sorriso.
- Toc, Toc. – disse ele, parecia… bêbado. Minha mãe ergueu as sobrancelhas, me lançando um olhar.
- Nem imagino em que estado está o John. – Depois ela sorriu pra mim. – Durmam bem crianças.
Ela saiu. Eu olhei o Rob, ainda parado na porta.
- Kristen… – começou ele com a voz enrolada, não só pelo sotaque, mas pela bebida. – Você é a mulher mais linda desse mundo…
Eu ri.
- Não seja idiota Robert. Você está bêbado. – eu levantei e fui até ele, puxando para que ele sentasse na cama.
- Não, não, não Kristen… Não digo só porque bebi. – ele parou e pensou – nem bebi tanto assim… – ele murmurava para si próprio.
- Ta certo Robert. – eu ri, colocando-o na cama. – Você precisa de um banho, vou buscar umas roupas com o Cam ou o Tay pra você… – eu virei em direção a porta mais ele me segurou.
- Não me deixa Kris…
Eu ri, Rob tava muito engraçado.
- Não vou te deixar… só vou pegar umas roupas pra você, já volto.
- Não quero roupas Kristen… Quero você… – ele continuou a me puxar.
- Rob, você não estava bem… Precisa de um banho e um café forte.
- Não, não ,não Kristen. Fica comigo….
- Já volto Rob. – me larguei de sua mão e sai pela porta.
Dei de cara com o Taylor. Ele segurava o riso.
- Não me deixa Kristen… – disse ele imitando o Robert - Eu não preciso de roupas, eu preciso de você Kristen… Kristen você é a mulher mais linda desse mundo. – ele riu alto.
Eu bati nele, mas ele se esquivou, rindo mais ainda.
- Vem cá Kristen… eu preciso de você.
- Mamãe não te ensinou a não ouvir a conversa alheia Taylor?
Ele ainda ria, fazendo biquinho de beijos.
- Taylor cara, a mamãe vai saber disso.
- Eu não tenho culpa se passei aqui e ele tava se declarando alto. – defendeu-se ele. Eu dei um soco no braço dele.
- Ai Kristen! – ele reclamou, passando a mão onde eu havia batido.
- Você merece bem mais.
- Preciso de você Kristen… – continuou ele, desta vez se afastando.
- imbecil. – disse tentando pegá-lo, mas ele correu e se trancou no quarto.
Eu bati na porta.
- Taylor, abre a porta.
- Não! Você vai me bater.
- Só quero que me empreste umas roupas suas pro Robert.
- Não, é um truque.
- Deixa pra lá, eu peço ao Cam. – suspirei e segui para o Quarto do Cam.
Ouvi a porta abrir atrás de mim. Virei-me para ver.
- Não me deixa Kristen – o Taylor estava entre a porta, imitando o Robert.
Revirei os olhos e resolvi ignorar.
Cheguei ao quarto do Cam, ele lia um livro.
Eu bati na porta, mesmo ela já estando aberta.
- Oi. – ele sorriu.
- Oi. – sorri. – pode me emprestar umas roupas pro Rob?
- Claro. – ele levantou e procurou umas peças no guarda roupa.
O Taylor apareceu atrás de mim.
- Preciso de você Kristen. – continuou ele. Eu o olhei feio pelo canto dos olhos. Ele ria.
- O que ele tem? – perguntou o Cam me entregando umas peças de roupa.
- O de sempre. – dei de ombros. – Problemas mentais…
O Cam riu.
- Não… Isso eu sei.
- Ah, só tentando me irritar. – O Taylor continuava com as imitações.
- Como nos velhos tempos… – Cameron lembrou.
- Ele me ama demais. – eu ri. – Obrigado pelas roupas.
- Tudo bem…
Eu voltei pro quarto, mais o Rob estava dormindo. Gemi baixinho. Toda essa viajem insuportável com o Taylor no meu pé pra eu chegar e ele estar dormindo. AAAA. Tomei um banho e fui dormir, estava bem cansada também.
Continua…
P.s: “like” para eu saber que estão lendo.
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Esse capitulo tem 2 partes, só pra não ficar cansativo a leitura. Espero que gostem.
Diário da Kristen parte 2 – CAPITULO 9 – SEPARADOS PELO TRABALHO.
Acordei, minha cabeça girava, ainda de ressaca do show da noite passada. Olhei para o lado, mas uma vez a cama estava vazia, onde o Rob tinha ido agora? Levante-me da cama, que horas deveria ser?
- Rob? – chamei enquanto me arrastava até a sala. Eu estava vestida com uma camisa dele.
- Aqui amor. - Rob estava sentado no sofá, fumando um cigarro, assim que me viu ele sorriu, apagou o cigarro e passou a mão nos cabelos.
- Que horas são?
- 1h… Ah, sua mãe ligou… ela queria lembrar do jantar essa noite.
Ah, droga! Como eu pude esquecer?
- O que tem pra comer? – perguntei sentando ao seu lado.
- Ah… Fiz ovos fritos com bacon… – ele parecia rir de uma piada pessoal. Ergui a sobrancelha surpresa.
- Não… – coloquei a mão na boca fingindo espanto. – Você…? – eu ri.
- Não é só você que tem habilidade na cozinha não viu, Srtª Stewart? – ele fingiu estar magoado, fazendo um biquinho. Eu não resisti e mordisquei seu bico.
- Eu preciso ver isso. – levantei e fui para a cozinha. Tava uma bagunça, claro. Como é que o Rob podia fazer tanta bagunça assim? Ouvi seus passos atrás de mim, eu ainda estava chocada olhando a bagunça, parecia que um furacão havia passado por ali.
- Rob. O. Que. É. Isso?
Ele deu de ombro.
- Não se pode cozinhar sem fazer uma bagunçinha.
- Bagunçinha? – arfei.
- Relaxa Kris… depois chamamos alguém pra arrumar a bagunça. – ele me abraçou por trás, com os braços em volta da minha cintura. Sua respiração me fazendo cócegas. Eu olhei para a frigideira com o bacon e ovo frito.
- Isso é mesmo comestível? – eu ri.
- Não duvide da minha capacidade, Kris, assim você me magoa. – falou em tom de brincadeira.
Eu tentei não rir.
- Ok, - sentei-me a mesa. – Me sirva senhor Pattinson.
- Mandona… – Ele riu sacudindo a cabeça enquanto pegava um prato. Eu o olhei, enquanto ele colocava a “comida”.
- Torrada?
- Sim, por favor. – ok, eu estava surpresa, nunca havia visto o Rob na cozinha, essa eu queria ver. Ele abriu a torradeira.
- Ah… é… Kristen?
- Sim?
- Ficaram um pouquinho queimadas…
Eu ri.
- Tava bom demais pra ser verdade. Oh meu Deus, Rob! – eu disse, levantando para ver o estado das torradas, estavam totalmente queimadas. Eu ri. Voltei pra mesa.
- Bem… Pelo menos ainda temos o ovo e o bacon…
Ele colocou o prato na mesa, e um suco de caixa que tirou da geladeira. Pelo menos o bacon com ovo parecia comestível. Ele me encarou, esperando que eu dissesse algo. Peguei um pouco com o garfo e levei até a boca. ARGH! Só podia ser brincadeira. Ele me olhou, analisando minhas expressões.
Corri até a pia e cuspi.
- Que foi? – ele perguntou sem entender. – não ta queimado… ta muito salgado?
- NÃO ROB, VOCÊ NÃO TA ENTENDENDO, TEM AÇUCAR!
Ele riu. Eu lavei a boca, nunca mais deixaria o Rob cozinhar daquele jeito, deveria ser proibido, ele era um verdadeiro desastre na cozinha.
- Amor, me desculpa – ele segurou minha mão, me puxando gentilmente para mais perto dele. – Eu achei que fosse sal… são tão parecido. Acho que por isso que tinha uma formiguinha… – disse pensativo, depois riu, eu ri com ele.
- Valeu a tentativa, mas da próxima vez, eu cozinho.
- Tudo bem… – ele ainda ria. – Olha Kris, eu sei que eu sou péssimo na cozinha… Mas você ainda quer casar comigo, não é?
Eu ri, dando vários selinhos. Então o olhei, fingindo pensar no assunto.
- Talvez… Se você for um bom garoto.
Ele sorriu, me encheu de selinhos, mordia o meu lábio, e então, ele me beijou, não foi qualquer beijo. Foi aquele beijo que me fazia esquecer de como respirar, que fazia meu coração acelerar quase quatro batidas por segundo. Por reflexo eu coloquei os meus dedos entre seus cabelos. Seus braços de repente me envolveram, abraçando-me tão forte que quase não consegui respirar, nossas respirações estavam ofegantes, caminhamos até o quarto, nossos lábios ainda grudados, jogando nossas roupas pelo caminho. Senti os lençóis frios em minhas costas, o Rob beijou meu pescoço, descendo até meus seios, minha barriga… meu corpo ardia de desejo.
[…]
Acordei com o telefone tocando, eu deveria ter dormido por uma ou duas horas. Era alguém da produção da Summit Entertainment, gemi baixinho só de pensar nos compromissos… Lembraram-me da reunião às 4 da tarde, para agendar as divulgaçãos de New Moon. Eu confirmei e me levantei sem vontade alguma.
- Rob? – chamei, puxando o lençol dele. Ele resmungou algo, virou pro lado e continuou dormindo. – Rob, acorda! O Dever nos chama… – as palavras pareciam tão erradas. Era um absurdo.
- Que foi? – ele me olhou, ainda sonolento.
- Temos uma reunião com o pessoal da Summit.
(Continua)
P.s: “like” para eu saber que estão lendo.
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Diário da Kristen parte 2 – CAPITULO 8 – SHOW DE BOBBY LONG.
Acordei pela manhã com o sol entrando pela janela, clareando o quarto. Minhas pálpebras tremeram com a claridade. Sorri automaticamente lembrando-me de Rob, sentindo-me feliz em tê-lo por perto. Mantinha meus olhos fechados, com medo de que aquilo fosse um sonho — e se fosse não queria acordar. Minhas mãos tateavam pela cama, a procura do seu corpo. Mas ele não estava lá, havia apenas os lençóis bagunçados. Levantei a cabeça, finalmente abrindo os olhos.
- Rob? – chamei. Mas não houve resposta, a casa estava silenciosa demais. Gemi baixinho, me sentindo ridícula por já está sentindo sua falta. A vida dele não gira em torno da sua, murmurava para mim mesma. Levantei e segui para o banheiro, tomei um banho quente, escovei meus dentes, me vesti e fui para cozinha comer algo. Antes de abrir a geladeira, percebi que havia um bilhete com a letra do Rob, preso por um ima.
“Kris, não quis te acordar… Tive que sair, volto o mais rápido possível,
Remember that I Love You!, Rob.”
Suspirei ao terminar de ler o bilhete. E agora? O que eu ia fazer no resto do dia sem o Rob? Perdi a fome e me arrastei até a sala. Liguei a TV, não tava passando nada de interessante, então decidi colocar um filme, Pretty Woman, Uma linda Mulher, protagonizado por Julia Roberts, particularmente um dos meus preferidos. Deitei-me no sofá, Max pulou em cima do sofá, se aninhando junto a mim.
- Ah, quer assistir comigo? Heim, heim? Seu diabinho… – disse fazendo carinho nele. Procurei me prender no enredo do filme, mas era quase impossível lutar contra a vontade de ligar para Rob. Estiquei a mão para pegar meu celular em cima da mesa de centro. Max soltou um miado de reclamação.
- Ora, não seja tão chato… – sussurrei para ele.
Digitei rapidamente uma mensagem de texto:
“Rob, onde você está? Já sinto saudades…”, e apertei send. Esperei ansiosamente por sua resposta. Meus olhos se voltaram para o filme, tentei não roer as unhas enquanto esperava sua resposta. O celular tocou e eu abri ansiosa a sua mensagem:
“Também sinto sua falta Kiki, não posso dizer onde estou, volto antes que termine de ler essa mensagem”
Digitei:
“Como assim você não pode me dizer a onde está? Você está encrencado Robert Pattinson”
Acabei adormecendo vendo o filme e esperando pelo Rob. Acordei com uma mão acariciando meu rosto. Abri meus olhos, vendo aquele sorriso que fazia meu coração dar um salto.
- Demorei muito? – perguntou ele ainda sorrindo. – Ainda estou muito encrencado?
Eu puxei seu rosto pra mais perto, minha boca pressionado seus lábios. Ele sorriu entre o beijo.
- É isso? se eu soubesse que isso é o que acontece quando estou encrencado, teria feito mais vezes. – ele riu.
- Cala boca e só me beija Rob. – voltei a beijá-lo ferozmente, ele era como uma droga, era impossível ficar longe de sua boca quando ele estava assim, tão perto. Depois resolveríamos a historia. Eu não saberia dizer quanto tempo ficamos assim, apenas nos beijando, sem falar nada. Até que nos afastamos.
- Então… Onde.. Você… estava? - disse tentando recuperar o meu fôlego.
Ele não respondeu, apenas sorriu e ergueu um envelope. Eu o peguei, insegura.
- O que é isso?
- Abre!
Abri o envelope e encontrei um par de ingressos do Bobby Long. Tive que lutar pra manter minha boca fechada.
- OMG! Não acredito. – O Bobby Long era um amigo inglês do Rob, ele já havia me falado dele e me mostrado umas musicas, que eram muito boas.
- Gostaria de ir comigo hoje à noite ao show do Bobby Long Srª Kristen Stewart? - disse com um sorriso torto perfeito.
- Você ta brincando cara! – disse o beijando.
Mas tarde fomos ao show, eu preferi vesti uma camisa velha do Rob, ficou um pouco grande, mas eu dei um nozinho do lado.
- pronto Rob? - gritei da porta, Rob saiu do quarto com um boné e uma minha. Eu o encarei.
- Isso é pra você ser menos vista pelos paparazzi’s – disse ele colocando um boné em minha cabeça, gemi ao ouvir a palavra “paparazzi’s” assim, no plural. – e isso, é para te proteger do frio. – ele estendeu para mim a jaqueta. E eu a vesti.
Pegamos uma carona com uns amigos do Rob, que por sinal, eles eram muito simpáticos… e loucos. Ah, encontramos boa parte do elenco de twilight lá. O show foi muito bom, e ainda conhecemos o Bobby, que era um cara além de talentoso, era muito simpático.
Continua…
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Diário da Kristen Parte2: CAPITULO 7 – FALSA GRAVIDEZ.
Finalmente terminamos as gravações de Lua Nova. Eu e o Rob voltamos juntos para L.A e retomamos a nossa rotina normal e perfeita em nossa bolha, tudo parecia estar muito bem, embora a mídia e os paparazzi’s continuassem a nos perseguir como sempre, mas eu dava sempre um jeito de me manter calma e paciente.
Em uma manhã de domingo, preparei um café da manhã pra mim e o Rob, minha habilidade na cozinha se dava ao fato dos vários programas de culinárias que eu sempre assistia. O Rob sempre reclamava quando me via assistindo, mas adorava quando podia tirar proveito disso.
- Hum… Isso me lembra que você me deve coisas Kris. – disse Rob sentando a mesa.
- Eu preparei o café Rob, não te devo nada.
Ele riu.
- Não deveria se não tivesse apostado e perdido. – ele piscou. Grrrr.
Meu telefone tocou, e eu sorri aliviada, talvez se eu não tocasse no assunto ele pudesse esquecer isso. Eu poderia ter esperança, não podia? Eu rezava para que ele esquecesse, sabe lá o que Rob ia querer que eu fizesse, maldita hora que eu fui jogar aquele jogo de cartas com ele.
- Alô?
- Kris? – Era uma voz que eu conhecia muito bem, mas já fazia muito tempo que não nos falávamos, isso fez com que eu me sentisse culpada por não tê-la ligado.
- Ah Susie… – comecei.
- Kris, você está bem? – perguntou ela hesitante. Susie era uma velha amiga minha.
- Sim, estou bem…
- Kris… Eu sei que você odeia essas coisas, mas eu acabei de saber por um site de que você estar grávida, isso é verdade?
Eu quase me engasguei. Precisei de alguns segundos para me recompor.
- Você só pode estar brincando comigo! - sentei-me em choque em uma cadeira, ainda estava boquiaberta.
O Rob me olhava sem entender.
- Não… Estou falando bem sério, mas achei meio torta a noticia. Você não admitiria se isso fosse verdade, não pra revistas de fofoca. Mas… nunca se sabe. Isso não é real, é?
- Claro que não Susie! Malditos! Não acredito que foram capas de inventar uma mentira dessas. Estão sendo absurdos. – eu estava furiosa.
- Que houve Kris? – perguntou-me o Rob me olhando, agora ele estava em pé ao meu lado.
- O Pattz tem que saber disso. – ela riu baixinho. Mas eu tava sem humor para piadinhas sobre minha falsa gravidez.
- Susie, obrigado por me ligar… Te ligo depois está bem?
- Ok, Kris. Se cuida e quando nascer, me chama para ser madrinha está bem?. – Ela riu.
- Ah cara, não brinca assim comigo. – Ela riu e depois nós desligamos.
Eu joguei o celular em algum lugar da cozinha. Eles tinha ido longe demais. Como assim eu grávida? Nem eu mesma sabia.
- Kris… – pressionou-me o Rob.
- Tô grávida!
Ele ficou em silêncio.
- Isso é sério?
- Claro que não Rob! Mais uma fofoca da mídia.
Ele riu e eu o olhei incrédula.
- Relaxa Kris. Daqui á nove meses seremos 3. – ele ria, caminhando até a geladeira e pegando uma cerveja. Como o Rob podia achar graça nisso? Como ele podia estar tão calmo? Achei isso ridículo que eles tivessem inventado algo assim. Já não bastava ficarem especulando minha vida e minha privacidade, agora eles também precisavam inventar historias constrangedoras?
É claro que a historia não parou ai. O Rob sempre ficava fazendo piadinhas sobre minha falsa gravidez. E o pior, ele fazia essas piadinhas durante as entrevistas. É claro que eu ficava sem jeito, morria de vergonha, na verdade eu tinha vontade de esganar o Rob, no final, eu só tinha vontade de voltar pra casa, tomar um banho e fingir que nada daquilo era real. Rob adorava chocar as pessoas, ele achava isso muito engraçado, já havia conversado com ele varias vezes sobre isso, mas ele sempre me deixava sem jeito na frente das câmeras quando dizia que eu estava grávida, claro que todos riam com ele. De qualquer forma, consegui desmentir a historia, e tudo ficou bem. Nem conseguia imaginar eu grávida, muito menos uma criança saindo da minha barriga. Isso não ia acontecer.
Continua…
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